• Até que custou – Flash e banda larga tem faz tempo, né? – mas alguém se ligou e resolveu perguntar a si mesmo: – “Será mesmo que tenho que publicar na web aquele mesmo pôster impresso, num jotapeguizinho?”

    A resposta está aí em cima.  Fica legal, não?  Um pôster animado!  Muita gente deve estar se perguntando por que não pensou nisso antes!!! Mas Imagine agora, quando forem além, usando interatividade. Promoções inteiras podem ser feitas dentro de um pôster.  Basta querer.  Ah, claro…  e alguém se tocar.

    Bom, esse exemplo do pôster é, infelizmente, a regra.  E, apesar de singelo, é um exemplo simbólico, emblemático.  A Internet vem sendo utilizada para meramente repetir o que já se fazia, salvo raras e iluminadas exceções.  O site é igual ao folder; o e-mail marketing é uma réplica da mala-direta; o método de vendas, o mesmo; as estratégias de marketing, as mesmas…  Usar o e-mail intensamente e jogar todo conteúdo impresso para “ações de Internet” faz muitas empresas pensarem que estão plenamente integradas à era digital e aos hábitos do novo consumidor.  Mas elas estão simplesmente colocando a foto do pôster na internet.  Elas não mudaram o pôster.  Não pensaram o pôster digital.

    Historinha antiga, mas ilustrativa:
    Há muito tempo, inspirado pelo Nicholas Negroponte, sugeri a um cliente da Indústria Fonográfica que repensasse seu modelo de negócios, considerando as potencialidades da Internet, já que uma das suas grandes barreiras de expansão sempre fora a logística.  O modelo iTunes recém havia surgido e aquele papo do Negroponte de parar de vender música em pedaços de plástico (os CD´s) e começar a vendê-la em bits, estava se cristalizando diante dos meus olhos – e do mundo inteiro – pelas mãos da Apple.  Será que não dava para este meu cliente, uma grande gravadora do sul, pensar nisso?  Entregar bits, pela Internet, ao invés de plástico embalado e transportado por caminhões?!?!?   Não, não dava…  Ele não enxergava um pôster se mexendo.  Um pôster é um pôster, ora bolas!  É estático….

    • Share/Bookmark




    Este post foi publicado em Saturday, December 6th, 2008 às 12:13 pm e está em Destaque, Vida Digital. Você pode ler todas as respostas para este post em RSS 2.0 feed. You can leave a response, or trackback from your own site.
  • 2 Comments

    Take a look at some of the responses we've had to this article.

    1. Posted on December 19th

      Oi, Ricardo.

      Pois é, pois é, pois é.

      Em gênero, número e grau.

      Gostei do post, gostei da iniciativa da Columbia (ou de 3°s) e gostei dos questionamentos levantados.

      Pelo visto, já faltam barreiras no mercado para evitar as paradigmáticas colisões tecno-culturais.

      E isso é bom!
      E o que virá pela frente é boom?

      ———————————-

      Abs.

    2. Richard
      Posted on November 3rd

      É aquela velha história do dono do restaurante que paga uma merreca ao sobrinho (que diga-se de passagem usa isso para argumentar o quão caro é o trabalho de um programador e um webdesigner) que por sua vez cria uma página estática em HTML que nunca foi atualizado desde a criação (e provavelmente nunca será) e depois o dono acha que já entrou na “era digital”, no entanto custa em entender o porque sua web não possui uma explosão de acessos.

  • Post a Comment

    Let us know what you thought.

  • Name:

    Email (required):

    Website:

    Message:













Visit Rede ABRADi



SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline