Na verdade o título poderia usar verbos similares: subverte; reverte; elimina… e alguns outros mais. Mas neste caso que comento aqui, inverteu, mesmo.
Travar longas e intermináveis discussões sobre o fim de determinadas mídias ou tecnologias em detrimento de outras, não é novidade. Tem sido assim, ao longo dos tempos. Vou contar só pro pessoal mais jovem: quando o vídeo-cassete chegou, muita gente falou (e outras tantas escreveram!!!) que o cinema (a sala de) ia acabar. É sério. Pergunte ao seu pai. Diziam que ninguém mais sairia de casa para assistir a um filme. Hoje, discute-se o fim dos livros, do jornal, do papel, enfim, como meio de leitura. E mesmo com TV Digital, High Definition e o escambau (que em outros países já tem desde o século passado), pipocam estatísticas mostrando a internet abocanhar generosas fatias de audiência da TV. Bom, isso respinga nos anunciantes. E nas agências. Todo mundo começa a se perguntar onde vale mais a pena colocar a suada verba. E as TV’s e os jornais se defendem e se inflam. Natural.
Mas e quando um destes ameaçados resolve investir justamente na ameaça? Pois foi o que fez a rede Telecine. Decidiu destinar uma verba à internet (eu acho ótimo!) e a lógica da auto-preservação saiu do ar… Ou será que não? Que, justamente para sobreviver é que a iniciativa foi acertada?
De qualquer maneira, a ação em si foi muito boa. Bem pensada, bem aplicada, a favor de uma grande marca, como o Telecine. Ah… já ia esquecendo: o “veículo” principal escolhido para os anúncios, foi o Google Adwords.


